Já imaginou produzir energia ao aproveitar o movimento de pedestres e veículos, para iluminar ruas, calçadas e prédios comerciais? Isso já é algo em estudo no mundo inteiro mas, o professor, Xudong Wang e seus colegas da Universidade Wisconsin-Madison, nos EUA, tiveram a ideia de tornar um sistema de coleta de energia mais ambientalmente palpável, dispensando os materiais piezoelétricos tradicionais, o que permitirá a adoção dessas tecnologias dentro de casa.

Para isso, eles se voltaram para um material que poucos desconfiariam poder ser usado para gerar eletricidade muito em função de sua pouca condutividade elétrica: a polpa de madeira já utilizada em pisos em todo o mundo.

A polpa de madeira contém em sua composição nanofibras de celulose que, quando tratadas com compostos químicos adequados, produzem uma pequena carga elétrica quando entram em contato com fibras não tratadas. Foi com esse conceito que eles desenvolveram o projeto. Eles pensaram que, se levarmos em conta os milhões de nanofibras presentes em centímetro quadrado de piso e consegue-se um gerador triboelétrico, capaz de produzir uma quantidade aproveitável de energia – triboeletricidade é o mesmo fenômeno que produz a eletricidade estática nas roupas.

Quando há uma movimentação de pessoas, o piso vibra, os elétrons liberados por esta vibração são então capturados por um capacitor que é anexado ao piso e a energia é armazenada para uso posterior. Conecte uma bateria ou outro dispositivo no capacitor, e a energia pode ser usada. Segundo os cientistas, essa tecnologia poderia ser tão acessível quanto um piso comum.

Os primeiros protótipos mostraram que os pisos de madeira produzem eletricidade suficiente para alimentar lâmpadas de LED ou recarregar celulares. Se considerarmos que esse piso está dentro de uma casa onde não existe um intenso movimento, podemos considerar isso como um ótimo resultado.

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Crédito: http://www.smithsonianmag.com/innovation/move-over-solar-theres-new-energy-right-our-feet-180960978/?no-ist

“Nosso teste inicial em laboratório mostrou que [o gerador] funciona por milhões de ciclos sem qualquer problema. Nós não convertemos esses números em anos de vida do piso ainda, mas acredito que, com um projeto adequado, ele pode definitivamente superar a vida útil do próprio piso,” disse o professor Xudong Wang, coordenador da equipe.

Os custos do processo são grandes diferenciais quando se fala em pisos que geram energia, já que superfícies que transformam as passadas ou movimento em eletricidade costumam ser muito caros. Há anos a dupla vem estudando a eletricidade proveniente das vibrações, até que chegassem em um modelo ideal. Como a polpa de madeira é barata, e muitas vezes descartada pelas empresas, a equipe acredita que o baixo custo da matéria-prima poderá ajudar a colocar sua ideia no mercado.

A ideia é tornar esse piso acessível para aplicação em qualquer espaço, desde residências até áreas extremamente movimentadas, como shoppings ou calçadas. Os testes já realizados mostraram que o sistema pode funcionar por milhares de ciclos sem apresentar problemas ou danificações. O que objetivo dos pesquisadores agora é otimizar a tecnologia para torná-la comerciável. Os cientistas não informam quanto de energia pode ser produzido a cada metro quadrado do produto.

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Fontes:

  • https://www.sciencedaily.com/releases/2011/10/111003234642.htm
  • http://www.smithsonianmag.com/innovation/move-over-solar-theres-new-energy-right-our-feet-180960978/?no-ist
  • http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=piso-madeira-gera-eletricidade-cada-pisada&id=010115161027#.WCsSMvorLDc
  • http://ciclovivo.com.br/noticia/professor-universitario-usa-restos-de-madeira-para-criar-piso-que-gera-energia/

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