Todos sabemos que aqui, no Brasil, pensar em um veículos autônomos rodando nossas estradas, é ainda uma coisa muito mais imaginária do que real, devido a falta de sinalização adequada, além da compatibilização entre os sistemas para que eles possam reconhecê-las adequadamente.

Porém, na Alemanha, uma equipe de investigadores do Instituto Fraunhofer para a Análise Inteligente e Sistemas de Informação (IAIS) já está um passo a frente e está desenvolvendo um sistema avançado de navegação veicular autônoma que pretende ultrapassar as limitações que tecnologias atuais apresentam na orientação em zonas próximas a cruzamentos rodoviários, desvios e com sinalização temporária.

Uma das principais características de veículos autônomos é a sua capacidade de que ele possui de reconhecer e identificar corretamente a sinalização rodoviária, em todas as direções, tanto vertical como horizontal. O problema é que, as tecnologias atuais apresentam, dificuldades na identificação de situações complexas e fora do normal, como é o caso das zonas de proximidade a obras de reabilitação rodoviária. Isso ocorre por vários motivos, como sinalização mal executada, trânsito que pode atrapalhar a identificação, sobreposição de placas, entre outros.

A nova tecnologia em desenvolvimento pelos engenheiros do Instituto Fraunhofer pretende mudar essa visão e melhorar a identificação por parte do veículo autônomo, possibilitando o correto reconhecimento, em tempo real, de todos os elementos associados a desvios temporários e alterações extraordinárias resultantes de obras nas rodovias.

Um dos problemas frequentes quando existem obras de reabilitação em vias rodoviárias é a formação de congestionamentos de trânsito, dificultando a detecção, por parte dos sensores dos veículos autônomos, fazendo com que ele não reconheça algumas partes do local ou de algumas das características das faixas de rodagem.

Outro problema é a sobreposição entre marcas rodoviárias definitivas (que nem sempre são retiradas) e marcas rodoviárias temporárias ou a existência de cones e balizas para identificação de desvios, às vezes até mal posicionados, que são de muito difícil interpretação por parte dos sistemas de navegação autônoma atuais.

Fazendo uso de uma tecnologia denominada Deep Learning (“aprendizagem profunda”), os engenheiros alemães conseguiram que os elementos, relevantes para a circulação, associados a obras rodoviárias sejam reconhecidos com um grau de confiabilidade muito alto.

A informação recolhida pelos múltiplos sensores, detetores de laser e câmaras de elevada definição, e é processada recorrendo a algoritmos semânticos. Em seguida, a informação é interpretada, de forma automática gerando conteúdo, tornando possível o reconhecimento de padrões complexos e pouco usuais de forma rápida e eficiente.

A questão agora é esperar os testes e torcer para a tecnologia chegar ao Brasil!

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Fontes:

  • https://www.engenhariacivil.com/engenheiros-alemaes-veiculos-autonomos-obras-rodoviarias
  • https://www.iais.fraunhofer.de/en/business-areas/Imageprocessing.html

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