Quem nunca imaginou que, no futuro, as pessoas terão tatuagens tecnológicas e computadores na pele? Ou que qualquer problema de saúde pudesse ser diagnosticado pela sua roupa? Parece distante, mas esse futuro pode estar mais perto do que você imagina.

A revista Science Advances, publicou um artigo onde o pesquisador Tomoyuki Yokota, da Universidade de Tóquio, no Japão, mostra que encontrou uma maneira de adicionar uma tela OLED à nossa pele, na forma de uma camada de “pele eletrônica” completamente flexível e transparente. Além de mostrar informações, o protótipo apresentado por ele também conta com sensores capazes de captar dados específicos, trabalhando em conjunto com o mostrador.

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Apesar de não ser uma novidade já que existem outras pesquisas que falam de pele eletrônica, a parte mais interessante é que eles estão desenvolvendo “pele eletrônica” mais fina e resistente do mundo. Trata-se de um conjunto de circuitos combinando uma série de camadas de materiais orgânicos e inorgânicos para proteger os componentes e aumentar sua vida útil que podem ser “vestidos” pelo usuário.

A versão criada por cientistas da Universidade de Tóquio tem uma espessura dez vezes menor do que a de uma célula cutânea. Como dito antes, a espessura minúscula e a flexibilidade do material, combinadas aos PLEDs (LEDs poliméricos) de apenas três micrômetros de espessura, permitem que a pele eletrônica permaneça intacta mesmo com as dobras resultantes do movimento natural sem gerar danos aos seus componentes.

A meta é que esse tipo de aparelho seja usado para monitorar a saúde de uma pessoa, funcione como uma tatuagem eletrônica ou crie até mesmo uma tela “de mão”.

Em seu estágio atual, a tecnologia permite exibir um único número digital.

“O próximo passo será incluir mais dígitos e depois fazer uma tela de alta definição”, diz o pesquisador Takao Someya. “Isso será possível dentro de quatro ou cinco anos.”

Mais leve que uma pena
Mais leve que uma pena

Mas a maior vantagem dessa “pele eletrônica” é que, de acordo com os cientistas, poderá, no futuro, ser usada para diagnosticar doenças como cânceres, por exemplo, sem exigir exames invasivos. Como ela é muito resistente um médico vestindo uma luva feita do material seria capaz de detectar um pequeno tumor com um simples toque em uma consulta de rotina.

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Fontes:

  • http://advances.sciencemag.org/content/2/4/e1501856
  • http://www.u-tokyo.ac.jp/en/utokyo-research/research-news/ultrathin-organic-material-enhances-e-skin-display.html
  • https://www.tecmundo.com.br/tecnologia/103855-usar-propria-pele-tela-uma-pele-eletronica-possivel.htm
  • http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/cientistas-japoneses-desenvolvem-a-pele-eletronica-mais-fina-do-mundo.ghtml
  • http://www.vix.com/pt/ciencia/544686/para-que-serve-a-pele-eletronica-mais-fina-do-mundo-desenvolvida-por-cientistas

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