Hoje em dia, com a loucura do dia a dia, acabamos nos esquecendo de cuidar de nós mesmos. Fazemos as coisas sem pensar e, às vezes, pequenos erros que nos fazem mal são realizados todos os dias simplesmente por ter virado uma rotina ou, um hábito. Mas afinal, o que é habito?

Segundo alguns dicionários, hábito está relacionado com maneira permanente ou frequente de comportar-se. É isso que temos que pensar. O hábito nada mais é do que uma forma que nosso cérebro encontra para se manter na zona de conforto. Quando fazemos algo que nosso cérebro não está acostumado a primeira coisa a se fazer é tentar manter a zona de conforto original. A zona de conforto é uma série de ações, pensamentos e comportamentos que uma pessoa está acostumada a ter e que não a causam nenhum tipo de medo, ansiedade ou risco. Não é ruim ter hábito, na verdade essa é uma ferramenta poderosíssima que podemos utilizar a nosso favor. Mas pode ser ruim e destruidora se não soubermos utilizá-la, dependendo do que fazemos com isso.

Por exemplo, quando o exército faz os treinamentos militares ou quando os bombeiros fazem simulações de resgate eles estão condicionando os próprios cérebros para que, caso exista uma situação parecida com essa eles saibam automaticamente o que fazer. O técnico da Seleção Brasileira de Futebol, Tite, utiliza muito a teoria do hábito a seu favor. Ele diz que o time tem que jogar sem pensar. Podemos ver, nessa reportagem do Globo Esporte como ele trabalha isso:

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“Tite levará a campo jogadores que, apesar de um número baixo de partidas, estão acostumados aos seus treinos e ao posicionamento da equipe. Faz parte do plano do técnico de que o jogo flua de maneira natural. “Sem pensar”, como ele disse em entrevista coletiva.
– O primeiro aspecto que levo em consideração é oportunizar aos atletas que entrem com harmonia de equipe, entrosamento, coordenação de movimentos e confiança. Para jogar sem pensar, com rotina do lugar, e depois começar a estabelecer variações de movimentos, lados de atletas, características individuais ou, eventualmente, de sistemas – explicou.” Globo Esporte, 08/06/2017

Se soubermos utilizar os hábitos ao nosso favor, podemos melhorar em vários aspectos da nossa vida, seja profissionalmente ou pessoalmente. Mas como podemos fazer isso?

A primeira coisa que temos que fazer é conseguir identificar os hábitos que não estão de acordo com nossos objetivos e saber onde melhorar. Se você identificar como funciona e o que faz com que esse hábito seja “despertado” você pode criar uma forma de despertar outro hábito melhor do que o anterior.

No livro “O Poder do Hábito”, Charles Duhigg, repórter do New York Times, apresenta o resultado de uma pesquisa sobre como os hábitos funcionam e, mais importante, como podem ser transformados. Segundo ele, a chave para mudar o que não funciona em sua vida é entender como os hábitos funcionam.

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Eu recomendo fortemente a leitura desse livro, ele me fez ver como é possível mudar de forma planejada, por mais difícil que se possa parecer.

Em um dos diversos exemplos citados pelo autor, um diz respeito a ele próprio. Charles Duhigg explica como conseguiu parar com o hábito de consumir cookies no meio do dia de trabalho ao compreender realmente o que o levava diariamente a uma cafeteria para comê-los.

Chegou à conclusão que as visitas diárias ao estabelecimento ocorriam por necessidade de socialização. O autor refez o hábito levantando em um horário determinado para conversar com a alguém durante alguns minutos. A prática é um dos segredos para a mudança:

 “Os hábitos, dizem os cientistas, surgem porque o cérebro está o tempo todo procurando maneiras de poupar esforço.” Charles Duhigg

A partir desta descoberta Duhigg chegou à conclusão sobre o “Loop do Hábito”, que é a forma como um hábito se insere e funciona.

Começa com uma Deixa: estímulo que manda o cérebro entrar em modo automático, e indica qual hábito deve ser usado. Leva a uma Rotina: que é a forma como executamos a deixa. Depois vem a Recompensa: que ajuda o cérebro, a saber, se vale à pena memorizar este loop para o futuro.

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Se uma pessoa acredita que deve gastar dinheiro seja no shopping, ou se presentear para ser recompensada porque está trabalhando demais, ela pode estar criando um hábito nocivo para suas finanças pessoais.

Então podemos localizar a Deixa: Trabalho, logo mereço. Identificar a Rotina: gastar dinheiro e a Recompensa: presentes e mimos.

Isso, não quer dizer que ela não mereça, porém, o problema aparece quando chega a fatura do cartão de crédito e a dar na consciência de ter feito a compra sem pensar, o mesmo sentimento de prometer evitar comer alguma guloseima, mas sucumbir na primeira oportunidade.

Neste caso, podemos verificar junto com esta pessoa quais são os seus objetivos, seus sonhos. Continuamos com a Deixa do trabalho e a Rotina de gastar dinheiro, porém, vamos verificar o que realmente agrega valor a sua vida, gastar de forma consciente e inteligente sem arrependimentos futuros.

Os gastos serão realizados através de um planejamento em prol da conquista de sua recompensa sem prejudicar seu orçamento e sua qualidade de vida.

Muitas vezes, essas pessoas gostariam de viajar, comprar um carro, uma casa ou mesmo, trocar de emprego (não vêem a hora de chegar a sexta-feira), mas não conseguem porque estão com o foco na recompensa errada. Então, direcione o foco para a recompensa que realmente vai te fazer feliz.

A seguir gostaria de compartilhar um vídeo do meu amigo Leandro Prieto que fala um pouco sobre o assunto:

Como ele comentou no vídeo, a frase de Aristóteles diz tudo: “a excelência não é um feito, é um hábito!”

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Fontes:

  • http://globoesporte.globo.com/futebol/selecao-brasileira/noticia/tite-estimula-competicao-e-quer-ver-selecao-jogar-sem-pensar-contra-a-argentina.ghtml
  • http://www.resenhavirtual.com.br/blog/o-poder-habito-charles-duhigg/
  • http://revistaepoca.globo.com/Saude-e-bem-estar/noticia/2012/09/ciencia-mostra-como-mudar-habitos-ruins.html

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