Foi lançado no último 10 de maio, no Itaú Cultural, Impacto Social do Uso da Bicicleta em São Paulo, um estudo feito pelo Cebrap com patrocínio do Itaú Unibanco. Realizada entre junho e dezembro de 2017, a pesquisa fez 1100 entrevistas em domicílio a partir de uma amostra da população do município de São Paulo e outra complementar com usuários de bicicletas. O objetivo foi estimar o impacto do uso da bicicleta no município de São Paulo em três áreas: meio ambiente, saúde e economia. Os estudos sobre impactos do uso da bicicleta no mundo tratam dos reflexos do modal em diferentes áreas, como mobilidade urbana, economia, comércio local, meio ambiente, renda domiciliar e saúde. No Brasil, são raros os estudos com esse tema e , por isso, a presente pesquisa buscou dar conta da diversidade de impactos possíveis do uso da bicicleta na cidade de São Paulo.

Durante a apresentação, dois dos responsáveis pela pesquisa, Victor Callil e o coordenador Carlos Torres Freire, mostraram os números comparativos das três áreas estabelecidas e a consequência para a população individual e socialmente. Foram analisados a relação da população geral e dos ciclistas com a cidade, a qualidade de vida, os gastos com saúde, tempo de demora no percurso casa-trabalho / trabalho-casa e a economia de recursos na adoção da bicicleta em favor do carro, e o que isso significaria em valor monetário se fosse convertido em PIB (Produto Interno Bruto).

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Foi apresentada também a importante contribuição que o uso da bicicleta poderia causar para a diminuição do tempo perdido no trânsito metropolitano, já que o maior número de bicicletas em circulação estaria ligado diretamente à redução de automóveis nas ruas de São Paulo.

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A equipe do CEBRAP  afirmou que vários outros aspectos sobre o uso da bicicleta não foram avaliados no produto final, mas que o cenário paulistano neste aspecto possibilita um estudo mais aprofundado para fins pessoais e profissionais. Exemplo disso é a hipótese de economia para as empresas e trabalhadores que optarem pelo uso da bicicleta em favor de converter o valor pago em Vale Transporte num bônus salarial. Nesse cenário, a empresa economizaria o valor pago às empresas de transporte, enquanto o funcionário receberia aquele valor a mais como salário. “O que falta para que isso aconteça é a divulgação dessas informações e o interesse das empresas em financiar as pesquisas e mudanças necessárias”, afirmou um dos espectadores do evento.

Durante a pesquisa, os entrevistados estabeleceram alguns motivos que os levaram a optar pela bicicleta em favor do carro e quatro deles se destacam: Tempo, saúde, economia e prazer. Para eles, a bicicleta significa economia com gasolina e manutenção do meio de transporte, ao mesmo tempo que realizam um exercício que beneficia a saúde, agiliza no tempo de locomoção e é prazeroso aos usuários.

Mas todas essas informações também mostram que ainda existem vários tabus a serem vencidos afinal, metade dos entrevistados que disseram não utilizar bicicletas para se locomover disseram que não o fazem porque “não gosta, tem medo”.gráfico-de-motivos-1016x420.jpg

Mesmo assim, os dados colhidos pela CEBRAP mostram que optar pelo uso da bike pode trazer inúmeros benefícios para a população. “Essas transformações nas vidas das pessoas já estão e podem ser feitas com o aumento do uso da bicicleta”, conclui o coordenador do estudo Carlos Torres Freire.

Para baixar o estudo completo, clique aqui.

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Fontes:

  • http://ciclovivo.com.br/arq-urb/mobilidade/uso-de-bicicleta-pode-representar-aumento-de-225-milhoes-no-pib-de-sao-paulo/
  • http://cebrap.org.br/impacto-social-do-uso-da-bicicleta-em-sao-paulo/
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