Você que é engenheiro ou arquiteto ou que trabalha no ramo da construção, atenção porque essa notícia é para você! Nem só de fazer maldades o vampirão (Michel Temer) vive. Dessa vez ele acertou! Se em 2017, o Presidente Temer assinou um decreto criando um comitê estratégico de Implantação da Tecnologia BIM no Brasil no âmbito federal, agora ele lançará, em iniciativa desenhada durante um ano por grupo interministerial que reuniu sete pastas, a “estratégia nacional para disseminação do BIM”. A sigla BIM trata-se de referência a Building Information Modeling, um modelo de gestão que promete reduzir custos e combater a prática de recorrentes aditivos na construção civil (para saber mais clique aqui).

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Ciclo BIM

Segundo o jornal “Valor Econômico”, “com o sistema de Modelagem de Informação na Construção (BIM) – um dos itens prioritários da agenda tecnológica da indústria -, a expectativa, baseada em estudos contratados pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), é de aumento em 10% a produtividade do setor. E ainda de redução de custos que poderia chegar a 20%.”

Todos nós sabemos da quantidade de problemas que temos em obras em função de desperdícios que poderiam ser evitados com melhoria da gestão, desde a concepção, passando pelo projeto e até a conclusão da obra e posterior utilização pelos condôminos. Segundo o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge de Lima. “O governo pode fazer o papel de indutor no aprimoramento de práticas do setor”.

O Presidente da frente parlamentar do BIM na Câmara dos Deputados, Júlio Lopes (PP-RJ) defendeu que a discussão sobre esses processos se torne pública, levando a políticas de governo que promovam o seu uso, como ocorre em outros países. “É uma medida mais salutar contra a corrupção, a ineficiência e a incapacidade do que qualquer outra coisa que a gente possa conceber”.

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Revit – Exemplo de programa que usa a metodologia BIM

Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, a criação de uma política nacional para o BIM é essencial, porque o governo, por meio de seu poder de compras públicas, consegue estimular as empresas a migrar para essa plataforma tecnológica.

Além disso, assim como o deputado Julio Lopes, José Carlos Martins assegura que o BIM “facilitará o trabalho dos órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União (TCU), que terão condições melhores para acompanhar as obras.”

Na política nacional do BIM, o governo deve inicialmente acionar órgãos, como o Ministério da Defesa e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), para que implantem programas pilotos que exijam o uso da tecnologia por executores das obras contratadas.

Além disso, a ABDI trabalha na construção de uma “biblioteca BIM” – um importante cadastro de produtos e serviços, com seus preços, que podem ser usados em uma determinada obra e, sem ela, não se consegue trabalhar em um projeto de alta complexidade devido a falta de especificações de materiais.

Mais adiante, essa biblioteca poderá ser controlada pelo setor privado, como acontece em outros países que já utilizam o BIM. “As bibliotecas digitais servirão para que União, governos estaduais e prefeituras possam reduzir despesas e trabalho, além de prestar contas de forma mais transparente à população. É uma tecnologia que deve ser adotada como prioridade”, afirmou o presidente da ABDI, Guto Ferreira.

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Exemplo de programa que usa a metodologia BIM – REVIT

Segundo o Valor Econômico, apenas 5% das empresas já usam o BIM. Segundo o estudo da agência, se metade da cadeia de construção (em faturamento) adotar a plataforma até 2028, haverá ganho de 7 pontos porcentuais do PIB setorial.

Uma das primeiras instituições públicas a usar a tecnologia no Brasil foi o Exército. No mesmo painel, o cel. Washington de Moura Lüke, do Departamento de Engenharia e Construção (DEC), falou sobre o Opus, um sistema criado há dez anos, para que o Comando tivesse uma atualização rápida sobre o status das obras nas mais de 700 unidades do Exército no País.

Estudos sobre o BIM nos mostram que a metodologia está ganhando cada vez mais espaço pelo mundo já que um grande número de governos nacionais em todo o mundo tem obrigado ou tem a intenção de obrigar o uso do BIM em seus projetos e obras.

Países como Reino Unido, Holanda, Dinamarca, Finlândia, Noruega e Estados Unidos da América já exigem o uso do BIM em projetos custeados pelo governo. No Brasil, já existem incentivos por parte de alguns órgãos como, por exemplo, o Exército Brasileiro, o governo estadual de Santa Catarina, o BNDES, a caixa econômica federal, etc.

O desenvolvimento de medidas sobre tecnologias da informação e comunicação (TIC) de processos é uma área fundamental para inovação na União Européia. Isso se dá pela possibilidade de otimizar o setor construtivo, reduzir perdas e diminuir o consumo de energia. Dessa forma, a modelagem de informação da construção tem sido cada vez mais usada pelos membros da UE como um facilitador do processo, aliado à rapidez, economia e sustentabilidade (KASSEM; AMORIM, 2015).

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Exemplo de programa que usa a metodologia BIM

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Acredita-se que é só questão de tempo para que o BIM se torne mandatório nas principais obras governamentais. A mudança de cultura está começando a acontecer e quem for pioneiro com certeza terá vantagens em um futuro próximo! Sabe aquela frase que de vez em quando vem a nossa cabeça “eu deveria ter começado a fazer isso antes”? Então, essa é a hora! Se prepare para o futuro! Não perca essa oportunidade!

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Fontes:

  • https://cbic.org.br/wp-content/uploads/2018/03/ESPECIAL-BIM-CBIC-Estadão.pdf
  • https://alexjusti.com/criao-do-comit-estratgico-de-implantao-do-bim-no-brasil-decreto-presidencial/
  • http://www.valor.com.br/brasil/5527603/temer-lanca-nova-plataforma-para-reduzir-custos-na-construcao-civil
  • http://www.seteco.com.br/temer-lanca-nova-plataforma-para-reduzir-custos-na-construcao-civil-valor-economico/
  • http://bimexperts.com.br/contexto-bim-no-brasil-e-no-mundo/
  • http://www.coordenar.com.br/adocao-do-bim-nos-paises-desenvolvidos/

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