Quanto tempo o Coronavírus sobrevive?

Devido à Pandemia Mundial do Coronavírus, tornou-se comum ver gente tentando abrir as portas com os cotovelos, passageiros de trens evitando segurar em barras e alças e pessoas limpando suas mesas no escritório todas as manhãs. Nas áreas mais atingidas pelo novo coronavírus, trabalhadores com roupas de proteção pulverizam desinfetante em praças, parques e ruas. Os serviços de limpeza em empresas, hospitais, lojas e restaurantes foram ampliados. Em algumas cidades, voluntários até se aventuram à noite para higienizar os teclados de caixas eletrônicos. Mas a dúvida quando encostamos em algum lugar é a mesma: Quanto tempo o Coronavírus sobrevive em cada superfície?

Como muitos vírus respiratórios, incluindo o da gripe, o Sars-Cov-2 (COVID-19) pode se espalhar por meio de pequenas gotículas liberadas pelo nariz e pela boca de uma pessoa infectada quando ela tosse ou espirra. Uma única tosse pode produzir até 3 mil gotículas. Sendo assim, precisamos saber onde encostar e, principalmente, lavar as mãos sempre, com o máximo de frequência possível.

Neeltje van Doremalen, virologista do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês), e seus colegas do Rocky Mountain Laboratories em Hamilton, no Estado de Montana, fizeram alguns dos primeiros testes para analisar quanto tempo o Sars-Cov-2 pode sobreviver em diferentes superfícies.

O estudo, que ainda não foi publicado em uma revista científica, aponta que o vírus pode sobreviver em gotículas por até três horas após ser expelido no ar por uma tosse. Gotas finas, entre 1 e 5 micrômetros de tamanho, cerca de 30 vezes menores do que um fio de cabelo humano, podem permanecer no ar por várias horas.

Isso significa que o vírus que circula em sistemas de ar-condicionado não filtrados só sobreviverá por algumas horas, principalmente porque as gotículas tendem a se depositar em superfícies mais rapidamente quando há circulação de ar. Mas o estudo do NIH descobriu que o Sars-Cov-2 sobrevive por mais tempo quando depositado sobre papelão — até 24 horas — e de dois a três dias sobre superfícies de plástico e aço inoxidável.

Os resultados sugerem que o vírus pode sobreviver por este tempo em maçanetas de portas, bancadas e outras superfícies duras. Os pesquisadores descobriram, no entanto, que as superfícies de cobre tendem a matar o vírus em cerca de quatro horas.

Um estudo americano recém-publicado no respeitado periódico médico The New England Journal of Medicine descobriu que o vírus sobrevive por algumas horas em suspensão no ar ou até dias em certas superfícies. “O que mais chama atenção nesse trabalho é que se observou que o coronavírus resiste por até três horas na forma de aerossol, isto é, se eu estou infectado e espirro numa sala, ele consegue ficar espalhado pelo ar e infectar outra pessoa em quase três horas”, diz o virologista Paulo Eduardo Brandão, professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP).

O trabalho avalia a resistência do vírus em cinco materiais diferentes, e mostra que o novo coronavírus fica “mais estável” em plástico e aço inoxidável, que são materiais bastante utilizados no dia a dia da população. É por isso a recomendação de lavar as mãos com frequência, uma vez que você pode ter tido contato com algum material contaminado.

Fonte: https://oglobo.globo.com/sociedade/coronavirus/casos-confirmados-de-coronavirus-no-brasil-chegam-mil-24318882

Veja o tempo de sobrevivência do novo coronavírus em cada material, de acordo com este estudo.

Fonte: https://g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2020/03/19/quanto-tempo-o-coronavirus-sobrevive-nas-superficies-estudo-aponta-que-plastico-e-aco-ampliam-a-sobrevida.ghtml

Segundo a AFP, um artigo feito por cientistas chineses descobriu que uma forma aerossolizada do novo coronavírus estava presente nos banheiros de pacientes de um hospital de Wuhan. Segundo estudos, o novo coronavírus é eliminado nas fezes.

Ainda segundo a agência, uma forma aerossolizada de SARS foi responsável por infectar centenas de pessoas em um complexo de apartamentos em Hong Kong, em 2003, quando uma rede de esgoto vazou para um ventilador de teto, criando uma fumaça carregada de vírus.

Roupas

Flavio Fonseca, virologista e integrante do centro de pesquisa em vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), explica que não há estudos sobre a viabilidade deste vírus em diferentes tipos de tecidos. Mas os trabalhos com outros patógenos apontam que, de forma geral, os vírus podem ter sobrevida de 72 a 96 horas nos panos.

“Como os tecidos são poroso, muitas vezes os materiais orgânicos – gotículas de saliva, secreções respiratórias – ficam retidos nos poros e às vezes fica limitada a acessibilidade do sabão e da água. A proteção desses poros aumenta a sobrevida do vírus de 72 a 96 horas” – Flavio Fonseca, virologista e integrante do centro de pesquisa em vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O professor Júlio Borges, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos, explica que roupas que são suspeitas de estarem infectadas devem ser desinfetadas com água e sabão e, de preferência, lavadas com água quente.

“Quando você coloca uma roupa para lavar, a limpeza depende da ação do sabão, de suas propriedade e da água levar a sujeira embora. O poder desinfetante vai depender da quantidade de sabão, do tempo de molho e, principalmente, do sabão alcançar onde está a sujeira, no caso, o vírus. Para o caso de vírus, a recomendação é que a roupa utilizada para fora da casa, seja única e seja lavada em separado” – Júlio Borges, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos. Segundo ele, se algum dos elementos que efetivam a ação do sabão estiver em falta – pequena quantidade de sabão ou pouco tempo de molho – o vírus pode permanecer na roupa, ou passar para outra, caso não seja lavado em separado.

Alimentos congelados

Fonseca explica que os vírus são estruturas muito simples, que têm mais facilidade em sobreviver do que uma célula, por exemplo. Isso reflete na capacidade que eles, em geral, têm para se manter mesmo em itens congelados, como sobre a superfície de objetos colocados no freezer ou no congelador. “Normalmente, se você pega uma amostra e congela e depois descongela, o vírus se mantém viável. A gente costuma congelar as amostras de vírus a -20°C, ao descongelar, maior parte dessas partículas continuam viáveis. Com muito pouca perda” – Flavio Fonseca, virologista.

Resistência dos velhos coronavirus

Os vírus do Covid-19 (ou SARS-CoV-2) e do SARS-CoV-1 foram testados por 7 dias em diferentes superfícies a uma temperatura entre 21 e 23ºC, com 40% de umidade. A comparação entre os dois vírus demonstrou que eles possuem características semelhantes, apesar de, em algumas superfícies, variar o tempo de sobrevivência. “Isso indica que as diferenças nas características epidemiológicas desses vírus provavelmente surgem de outros fatores, incluindo altas cargas virais no trato respiratório superior e o potencial de pessoas infectadas com SARS-CoV-2 transmitirem o vírus enquanto assintomáticas“, aponta o estudo.

Em um outro trabalho, realizado por pesquisadores da Universidade de medicina de Greifswald, na Alemanha, foi feita a revisão de estudos já divulgados sobre os outros tipos de coronavírus o SARS-CoV e o MERS-CoV. Neste estudo, foi verificado que estes vírus sobrevivem da seguinte maneira as superfícies:

  • Aço – a 21°C – 5 dias
  • Alumínio – a 21°C – 4 a 8 horas
  • Borracha de silicone – a 21°C – 5 dias
  • Cerâmica – a 21°C – 5 dias
  • Luva de latex – a 21°C – 8 horas
  • Plástico – temperatura ambiente – 2 a 6 dias
  • PVC – a 21°C – 5 dias
  • Teflon- a 21°C – 5 dias
  • Vidro – a 21°C – 5 dias

Segundo o estudo, que ainda não tem os resultados do novo coronavírus, em diferentes tipos de materiais, ele pode permanecer infeccioso por entre 2 horas e até 9 dias. Como o estudo considerou diferentes tipos de coronavírus, observou-se que alguns deles têm menos resistência a temperatura mais alta, como 30°C ou 40 °C.

Como se prevenir?

Limpe bem as mãos e mantenha-se em casa o maior tempo possível. Essa é a melhor forma de prevenção. Mais dicas de como se prevenir, clique aqui.

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Fontes:

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