Engenharia Elétrica: Tudo que você deve saber

Está pensando em fazer engenharia elétrica? Você está fazendo a graduação mas ainda não conhece o mercado de atuação? Aqui vamos falar um pouco sobre essa profissão, as disciplinas aprendidas na graduação e suas possibilidades de atuação, além de apresentar algumas características do profissional desse segmento para ajudá-lo a descobrir se essa é a escolha certa para o seu futuro de sucesso. 

Engenharia elétrica é o ramo da engenharia que trabalha com os estudos e aplicações da eletricidade, eletromagnetismo e eletrônica. Este setor surgiu em meados do século XIX quando da comercialização, da distribuição e utilização da energia elétrica.

Naquele início de século XIX, houve um boom de informações e pesquisas com destaque para os trabalho de Georg Ohm, Michael Faraday e James Clerk Maxwell. Com o tempo os estudos e aplicações foram avançando cada vez mais e cada país começou a desenvolvê-la de maneiras e focos diferentes.

Assim, o engenheiro elétrico, ou eletricista, lida com a aplicação de sistemas de automação, desenvolvimento de equipamentos e circuitos e geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, de acordo com a ênfase escolhida durante a faculdade.

O curso de Engenharia Elétrica

O curso de engenharia elétrica apresenta uma base comum de disciplinas básicas, como cálculo, física, química, álgebra, lógica e geometria analítica, geralmente concentradas nos quatro primeiros semestres para gerar uma base sólida e ser complementada com as matérias específicas. Tem que gostar de matemática, química, física. A partir do terceiro ano a maioria da carga horária é composta por disciplinas específicas ou práticas, na qual o futuro engenheiro elétrico pega experiência de situações que serão vividas no mercado de trabalho.

– Eletrônica Aplicada;

– Máquinas Elétricas;

– Sistemas de Controle;

– Circuito Elétricos I e II;

– Eletromagnetismo;

– Princípios de Comunicação;

– Conversão eletromecânica I e II;

– Instalações Elétricas; Eletrônica I e II;

– Análise de Sistemas de Potência;

– Materiais Elétricos;

– Eletrônicas Analógica e Digital;

– Sinais e Sistemas;

– Transmissão e Distribuição.

– Sistemas Digitais;

– Telecomunicações, entre outras.

Além dessas, também são destaques os laboratórios que fazem parte de algumas disciplinas, para aplicar o conhecimento na prática. Para complementar a formação dos alunos com conhecimentos mais voltados ao campo de gestão, algumas faculdades também oferecem matérias que trazem conhecimentos em administração e custos industriais, economia, direito e sociedade.

Em média, a graduação em engenharia elétrica tem duração de 4 a 5 anos e, para conquistar o diploma, além da aprovação em todas as disciplinas, os futuros profissionais devem realizar estágios obrigatórios, aulas práticas em laboratórios e, por fim, apresentar um trabalho de conclusão de curso (TCC).

Uma vez formado no curso de Engenharia Elétrica, o profissional pode se especializar por meio de pós-graduação na área desejada ou se preferir ainda pode fazer um curso de mestrado e, posteriormente, doutorado. Confira algumas das áreas da Pós-graduação em Engenharia Elétrica:

– Automação;

– Construção Civil;

– Eletroeletrônica;

– Hardwares e Softwares;

– Nanotecnologia;

– Telefonia e Telecomunicações, entre outras.

O que faz um Engenheiro Elétrico

O profissional da Engenharia Elétrica pode trabalhar com pequenos e grandes projetos, também fiscalizar e periciar obras e serviços dentro de sua área de conhecimento, assim como exercer funções de ensino e pesquisa. Atua, inclusive, com informática e sistemas e redes de comunicação e telecomunicações com e sem fio.

Onde o Engenheiro Elétrico pode trabalhar

Após a graduação em engenharia elétrica, o que não falta para os graduado são oportunidades. Aonde olhamos à nossa volta vemos processos onde existe necessidade de eletricidade e, portanto, profissionais especializados. O campo de trabalho é vasto e inclui empresas de energia elétrica e telecomunicações, escritórios de projetos e consultoria, firmas de montagem e manutenção de instalações elétricas e de telecomunicações, indústrias diversas e empresas comerciais de pequeno e grande porte, manutenção de equipamentos e componentes eletro-eletrônicos, hospitais, empresas de radiodifusão, informática etc. Listamos os principais:

Eletrotécnica ou Sistemas de Potência: Nessa área o engenheiro irá realizar projetos e construção dos sistemas elétricos de concessionárias de energia, usinas, estações e redes de geração de energia, assim como o desenvolvimento de equipamentos que serão usados na geração, transmissão e distribuição de energia.   Além disso, também cabe a ele realizar a manutenção e ampliação das redes de alta tensão. Utiliza ferramentas computacionais e garante estabilidade e segurança dos sistemas elétricos.  

Hardware e programação (computação): desenhar componentes e desenvolver sistemas para computadores. É uma área bem especializada mas que rende um bom salário.

Controle e Automação: A área de Controle e Automação realiza estudo e projetos de equipamentos eletrônicos para serem inseridos em processos industriais, como sensores e controles, produzindo sistemas inteligentes e até mesmo utilizando inteligência artificial para automação industrial. O profissional que possui essa ênfase nessa área pode atuar principalmente na automação das linhas de produção industrial. Essa mudança para sistemas automatizados vem tomando cada vez mais espaço nas indústrias do Brasil.

Microeletrônica: Os projetos de Microeletrônica são focados nos circuitos integrados, que serão usados em equipamentos e sistemas de telecomunicação, computação, entre outros eletrônicos. A fabricação e teste dos Cirtuitos Integrados também fica a cargo do profissional da área de microeletrônica.  

Construção Civil – Atua na projeção dos circuitos elétricos necessários para a construções ou reformas e define os materiais a serem utilizados. Elabora plantas de indústrias de geração de energia.

Telecomunicações: Neste setor, são realizados os projetos e construções de equipamentos e sistemas de comunicação, assim como os de expansão de telefonia e telecomunicações por satélite e outras redes de comunicação. O estudo do processamento digital de sinais é feito nessa área, além do desenvolvimento de  sistemas de áudio e vídeo e de propagação de ondas.

Eletrônica: Nessa área de atuação, são desenvolvidos circuitos eletrônicos para aquisição e transmissão de dados. Pode ser feita a especificação de equipamentos eletro-eletrônicos,  análise de circuitos, concepção de sistemas eletrônicos diversos, simulação computacional e projeto de sistemas eletrônicos analógicos e digitais.

Eletrônica de Potência: Essa área é mais voltada para o estudo de dispositivos eletrônicos ligados à acionamentos de máquinas elétricas, simulação de funcionamento de conversores e motores, assim como o seu controle. É da competência do profissional focado nessa área a conversão, seja de energia mecânica, solar, eólica ou química (entre outras) para energia elétrica. Também fica a seu cargo a garantia de qualidade, rendimento e confiabilidade do sistema.

Instrumentação: Na área de Instrumentação são desenvolvidos equipamentos e projetos voltados para sistemas de medição e registro de dados. Com a Instrumentação é possível a incrementação e o controle do sistema, a execução de funções de inspeção com mais rapidez e a simplificação de projetos de pesquisa, gerando um aumento do rendimento do sistema.

Sistemas Biomédicos:  A área de Sistemas Biomédicos irá participar do projeto e construção de equipamentos médico-assistenciais em laboratórios, clínicas, consultórios odontológicos, indústrias farmacêuticas e hospitais, além da especificação e gestão dos aparelhos. Os respiradores, que ficaram muito famosos durante a pandemia de Coronavírus, são exemplos de equipamentos biomédicos.

Quanto ganha um profissional da Engenharia Elétrica?

De acordo com os dados da Catho Online, a média salarial no Brasil gira em torno dos R$ 6.788,00 dependendo da empresa, do segmento da economia e da região do país.

Principais habilidades

  • Curiosidade
  • Conhecimentos em inglês
  • Habilidades matemáticas
  • Trabalho em equipe

Quais são as melhores universidades de Engenharia Elétrica?

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Softwares mais utilizados  

Alguns softwares fazem parte da vida do engenheiro mecânico e alguns outros ele acabará entrando em contato em algum momento da graduação ou da carreira. Separamos alguns deles com uma breve explicação abaixo:

Matlab: software de desenvolvimento que pode ser aplicado para diversos fins. Apresenta interfaces que permitem resolver, analisar e simular vários problemas na área da engenharia, utilizando linguagem própria, não muito diferente da C/C++, além da linguagem de blocos (Simulink).

AutoCad: utilizado para a criação de projetos para edifícios, pontes e outros projetos de engenharia mecânicacivil. Porém, o engenheiro elétrico acaba usando muito o AutoCad para compatibilizar grandes projetos junto com as outras especialidades.

Microsoft Excel: esse software não poderia faltar. O conhecimento de Excel é muito importante para o engenheiro elétrico, pois as planilhas eletrônicas são muito úteis na organização de dados e tabelas, além de servir principalmente na hora de apresentar um relatório.  

Microsoft Project: esse software é muito utilizado para gerenciamento de custos e prazos. O conhecimento de Project é muito importante para o engenheiro elétrico que trabalham com projetos mais complexos e com várias atividades envolvidas.  

ANAREDE: realiza análises de Sistemas Elétricos de Potência em regime permanente. Ele reúne programas de fluxo de potência, equivalente de redes, análise de contingências e sensibilidade de tensão e fluxo, além de análise de segurança de tensão. 

Multisim: é um software de projetos de circuitos para o ensino e pesquisa de eletrônica digital, analógica e de potência.

Proteus: programa que irá auxiliar na simulação de circuitos eletrônicos. Possui ferramentas com as quais você poderá montar esquemas virtuais e fazer testes, para saber quais os tipos de componentes devem ser usados e se funcionam daquela maneira, tornando mais fácil a montagem do circuito real!

Demanda

Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) realizou um estudo que prevê carência de profissionais para 2020. Segundo essa projeção, a escassez de engenheiros não será pela falta de profissionais formados, mas pela falta de pessoas qualificadas. Isso quer dizer que, em números, haverá engenheiros suficientes para suprir a demanda — no entanto, esse mercado requer mais profissionais de qualidade.

Como o investimento na formação para a Engenharia foi tímido nas últimas décadas, ainda é baixo o número de pessoas com experiência e capacitação suficientes para assumir cargos altos, como os de gerência. Por isso, atualmente, as grandes organizações carecem de líderes para conduzir seus projetos de Engenharia.

O governo já anunciou uma consulta pública para rever o modelo do sistema elétrico brasileiro, o que deve atrair novos investimentos.

Somado a isso, o Plano Decenal de Expansão de Energia 2024, do Ministério de Minas e Energia, estima investimentos de R$ 1,4 trilhão nos próximos anos em energia elétrica, petróleo, gás natural e biocombustíveis. Com isso, está prevista uma ampliação de 55% na capacidade instalada de geração de energia elétrica no país. O alto investimento deve elevar a procura por profissionais da área.

No setor público, as oportunidades estão não apenas na geração de eletricidade, em hidrelétricas, termelétricas ou usinas movidas a biomassa, mas também na gestão e no aperfeiçoamento dos sistemas de transmissão e distribuição.

Outro setor que precisa do profissional é o de energia eólica. Eles são contratados para atuar no planejamento e no desenvolvimento de projetos na área, assim como na operação e manutenção de parques eólicos.

No setor privado, a modernização dos serviços de telecomunicação no Brasil, com a popularização da TV digital e a transmissão de dados de quarta geração (internet 4G), também abre perspectivas. O setor de vendas técnicas pode ser uma opção de colocação para o engenheiro.

As melhores oportunidades de emprego estão em empresas de tecnologia da informação, além dos polos industriais das regiões sul e sudeste. Mas um grande mercado para esse engenheiro são os órgãos públicos (ministérios, agências reguladoras e companhias de energia).

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Fontes:

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