Qual o tipo de lâmpada escolher?

Na hora de escolher uma lâmpada, sempre vem em mente aquela dúvida: qual tipo de lâmpada escolher? Afinal de contas as diferenças entre elas não são tão perceptíveis para a maioria das pessoas e, consequentemente, podemos acabar comprando uma lâmpada de forma incorreta e ter um gasto com isso desnecessário e ainda podemos acabar prejudicando o meio ambiente gastando mais energia do que o aconselhável. A seguir vamos descrever qual tipo de lâmpada é melhor para cada uso!

Antes de mais nada, precisamos entender um pouco sobre cada tipo de luminária e a importância da iluminação com a escolha correta para cada ambiente. Depois de escolhida a luminária e o tipo de iluminação ambiente, podemos seguir para a escolha do tipo de lâmpada adequada.

Lâmpadas Incandescentes: 

É o tipo de lâmpada mais antigo e  utilizado até hoje em muitas residências. Emitem luz a partir de um filamento incandescente (daí que vem o nome) e, por isso, também podem ser conhecidas como lâmpada de “luz quente” já que grande parte da energia consumida é transformada em calor.

Como possuem eficiência luminosa muito baixa (por volta de 12 lm/W) seu alto consumo de energia é uma desvantagem assim como sua pequena vida útil de aproximadamente 1.000 horas. A seu favor temos que as lâmpadas incandescentes tem um baixo custo para aquisição e gera muita luz (IRC 100).

Porém, as incandescentes desaparecerão nos próximos anos, assim como aconteceu com os países europeus. Na Europa a eliminação quase que total da incandescente levou três anos e encerrou-se em 2012. Em outros países a escolha foi banir essa lâmpada de uma única vez, começando por Cuba em 2005, seguido pela Austrália em 2010, Argentina em 2011 e Estados Unidos em 2014.

O Brasil optou por eliminar a fabricação e comercialização das lâmpadas incandescentes de forma gradual, já que as que tinham mais de 75W de potência deixaram de ser comercializadas em 30 de junho de 2014. Já as lâmpadas de 25 a 75 watts deixaram de ser produzidas dia 30 de junho de 2015, sendo comercializadas até 30 de junho de 2016. Provavelmente não teremos muitas dessas lâmpadas no futuro, a não ser que se procure em museus.

Lâmpadas Fluorescentes:

São as mais comuns hoje em termos de popularidade. Um gás ionizado que emite radiação ultravioleta que incide sobre uma camada fluorescente na superfície dos tubos de vidro, transforma-se em luz.

Este tipo de lâmpada foi criado por Nikola Tesla, ex-funcionário de Thomas Edison, em 1938 e, é mais eficiente do que a incandescente porque gera menos calor, tendo uma eficiência luminosa cinco vezes maior (70 lumen/Watt). Com cor branca, as fluorescentes foram “descobertas” no Brasil na época do “apagão energético”, no ano de 2001, por causa das pesadas multas aplicadas a quem não conseguisse diminuir sua conta de energia as pessoas se viram obrigadas a procurar um tipo de lâmpada que fosse mais econômica que as incandescentes e ter um custo acessível.

Podemos listar como uma vantagem a grande variedade de modelos encontrada no mercado podendo ser utilizadas tanto para ambientes menores quanto para grandes ambientes. Porém, apesar de mais eficiente do que as incandescentes, elas não são tão eficientes quanto as de LED.

Além disso, esse tipo de lâmpada é altamente poluente por ter fósforo e mercúrio, necessitando de atenção quanto ao descarte. O ideal é que seja realizada a reciclagem por empresa especializada. Sua vida útil é de até 8.000 horas e seu IRC é de 80.

Uma outra desvantagem é que esse tipo de lampada não pode ser dimerizada.

Halógenas

 São lâmpadas incandescentes com filamento de tungstênio contido em um gás inerte e uma pequena quantidade de um halogêneo como iodo ou bromo. Assim como a lâmpada incandescente ele também possui o filamento de tungstenio mas ele fica encaixado em um invólucro de quartzo muito menor.

Se fosse de vidro esse invólucro derreteria por ser tão próximo ao filamento. Diferentemente das incandescentes o gás halógeno possuem uma propriedade muito interessante: se a temperatura for alta o suficiente, o gás halógeno se misturará com tungstênio, conforme evaporam e são novamente depositados no filamento.

Por causa disso, a lâmpada tende a durar mais, cerca de 2.000 A 4.000 horas. Além disso, agora é possível esquentar mais o filamento, o que significa que temos mais eficiência luminosa (aproximadamente 20 lm/W). De qualquer forma, ainda conseguimos bastante calor e pelo fato de o invólucro de quartzo estar tão próximo do filamento, fica extremamente quente se comparado a uma lâmpada normal.

As halógenas (dicróica, PAR, AR, Palito, Mini JC, G9) têm IRC de 100. Isso significa que, em diversas aplicações em que a fidelização das cores é importante, essa característica pode fazer toda a diferença. As lâmpadas dicróicas, especificamente, possuem um brilho característico que, dependendo do efeito que se deseja fazer no ambiente, será um fator importante a ser considerado.

Entretanto, muitos profissionais são receosos com as halógenas devido ao elevado consumo de energia e grande percepção de calor emitidoSão muito utilizadas nos projetos de iluminação por permitirem a criação de efeitos de destaque e de valorização de objetos, texturas, materiais, etc.

Lâmpadas Mistas

As lâmpadas mistas foram desenvolvidas há muitos anos atrás com a combinação das tecnologias da lâmpada de vapor de mercúrio de alta pressão com a lâmpada incandescente. A razão desse desenvolvimento foi, na época, substituir as lâmpadas incandescentes – que são menos eficientes.

Porém, há muitos anos os países desenvolvidos também já não permitem a utilização desse modelo de lâmpada pelo seu alto consumo de energia (22 lm/W). Este tipo consiste em um bulbo preenchido com gás, revestido na parede interna com fósforo, contendo um tubo de descarga ligado em série com um filamento de tungstênio. 

O filamento age como um reator para descarga, estabilizando assim, a corrente na lâmpada. Possuem um tempo de vida útil de 10.000 horas e IRC aproximadamente 60.

Lâmpadas Vapor Mercúrio

 Formada por um tubo de quartzo, contendo vapor de mercúrio em alta pressão, capaz de suportar elevadas temperaturas, possuindo em cada extremidade um eletrodo principal e numa das extremidades outro eletrodo auxiliar. Em funcionamento, quando a tensão é aplicada à lâmpada cria-se um campo elétrico entre o eletrodo auxiliar e o principal.

O arco elétrico gerado entre eles provoca um aquecimento que leva à ionização do gás e o aparecimento de vapor de mercúrio. Possuem vida útil de cerca de 24.000 horas e eficiência próxima a 45 lm/W. Seu IRC é de 45.

Esse tipo de lâmpada necessita de reatores para sua ignição e funcionamento, o que pode levar até 15 minutos para o reacendimento completo, após uma oscilação de energia.

Lâmpadas Vapor Sódio

Podem ser encontradas sob duas formas distintas de operação, sendo elas: Lâmpadas de sódio de alta pressão Lâmpadas de sódio de baixa pressão.As lâmpadas de sódio de alta pressão conseguem, devido a introdução de mercúrio, ter um espectro mais alargado, permitindo uma melhor reprodução de cores.

Estas são constituídas por um tubo de descarga de óxido de alumínio, encapsulado num invólucro de vidro. O tubo é preenchido por um composto de sódio e mercúrio, além de uma mistura gasosa de néon e árgon, que serve para despoletar o arranque.

A principal perda em relação às congêneres de baixa pressão é o fato de terem uma menor eficiência luminosa, contudo apresentam um IRC um pouco melhor. No geral, as lâmpadas de vapor de sódio, são as mais utilizadas na iluminação pública, à característica amarelada do fluxo luminoso é especialmente úteis em locais com forte ocorrência de nevoeiro.

Possuem vida média alta, entre 28.000 e 32.000 horas, com boa eficiência luminosa para altas potências (entre 80 e 150 lm/W) e IRC de 25. Assim como a Lâmpada de Vapor Mercúrio, podem levar até 15 minutos para o reacendimento completo.

Lâmpadas Vapor Metálico

Surgida há cerca de 40 anos, vem sendo aperfeiçoada e, atualmente, apresenta um conjunto de vantagens que faz dela um produto completo e interessante no mercado, sob todos os aspectos importantes na iluminação geral.

Muito mais eficiente (mais de 75 lm/W), durável (15.000 horas) e gerando menos calor do que as incandescentes comuns e halógenas, oferece reprodução de cor muito superior às lâmpadas de vapor de sódio e de mercúrio (IRC de 70). Supera em brilho e intensidade a fluorescente, possibilitando direcionar melhor a luz. 

É amplamente utilizada na iluminação de lojas – especialmente de vitrines – e grandes áreas, como estádios de futebol, ginásios de esportes, praças, fachadas e monumentos, na iluminação de destaque e até mesmo em residências finas. Sua luz branca embeleza e enobrece o ambiente, proporcionando conforto visual e gerando baixa carga térmica.

LED

O Light Emiting Diode (Diodo emissor de luz – Led) – como seu nome já diz – é um diodo, ou seja, um semicondutor em estado sólido que converte energia elétrica diretamente em luz. Portanto, não é uma lâmpada. Ele não veio com o objetivo de fazer substituição de lâmpadas, mas para ser mais uma opção de fonte de luz em diversas aplicações. 

Leds oferecem opções decorativas difíceis de serem alcançadas por outras fontes de iluminação. São ecologicamente corretos e possuem alta eficiência luminosa (entre 70 a 130 lm/W) . O que a maioria das pessoas ignora é a existência de diversas categorias de Led.

O mercado já dispõe de Leds para balizamento, decorativos e de alto brilho, entre outras subcategorias. Cada uma delas tem suas aplicações específicas mas vamos tratar sobre isso em outro post.

Como os LEDs precisam de baixa tensão de rede (10v ou 24v), necessitam de transformadores para converterem a energia, o que ajuda para aumentar os custos com o produto.

Os LEDs ainda geram pouca luz para iluminar um ambiente todo, mas espera-se que sua luminosidade aumente em 50% em poucos anos. Apesar de já haver no mercado LEDs com boa iluminação, seu índice ainda é menor que as halógenas, está entre 70 e 80%.

Por causa disso, dependendo do tipo de utilização, normalmente se recomenda as Halógenas.

Sua vida útil é entre 20.000 e 32.000 horas.

Gráfico de Eficiência Luminosa:

É a relação entre o fluxo luminoso emitido pela lâmpada e a potência consumida. 
Unidade: Lumem/Watt – lm/W | Símbolo: n

Gráfico de Eficiência Luminosa: https://alloydistribuicao.com.br/luminotecnica
Gráfico de Vida útil dos tipos de lâmpadas

É a expectativa de durabilidade de uma fonte luminosa. A maior parte das normas internacionais atualmente considera que o término da vida útil de uma fonte luminosa ocorre quando a mesma atinge 70% do fluxo luminoso (LM70).

Gráfico de Vida Útil dos diferentes tipos de lâmpadas: https://alloydistribuicao.com.br/luminotecnica
Índice de Reprodução de Cor (IRC)

É a relação entre a cor real de um objeto ou superfície e a aparência percebida diante de uma fonte luminosa. Esse índice varia de 0 a 100%, sendo que, quanto mais próximo de 100%, maior a fidelidade e precisão das cores dos objetos.

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Índice de Reprodução de Cor (IRC): https://alloydistribuicao.com.br/luminotecnica
Temperatura de Cor

É a aparência cromática da luz emitida por determinada fonte luminosa. Quanto mais alta a temperatura de cor, mais branca é a tonalidade da luz emitida. 
Unidade: Kelvin | Símbolo: K

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Temperatura de Cor: https://alloydistribuicao.com.br/luminotecnica
Tipos de Bases para Lâmpadas

Atualmente existe no mercado um grande número de lâmpadas com diferentes tipos de base. O código E27 (base das Lâmpadas Incandescentes e Fluorescentes Compactas, por exemplo) significa base tipo Edson, com 27 milímetros de diâmetro. A Alloy adota alguns desses modelos, de acordo com os diagramas e códigos abaixo.

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Tipo de Bases: https://alloydistribuicao.com.br/luminotecnica

Afinal, qual é o melhor tipo de lâmpada?

A dúvida é frequente, e sempre surge na hora de comprar lâmpada. Não existe uma resposta definitiva, pois cada tipo de lâmpada tem suas vantagens e desvantagens. Em geral, a maior preocupação das pessoas na hora de comprar lâmpada, é com relação ao preço – em especial em épocas de crise energética.

Mas existem outros fatores importantes a se levar em conta antes de comprar lâmpadas LED ou comprar lâmpadas fluorescentes.  Por exemplo: a lâmpada fluorescente não pode ser dimerizada (utilizada com um dimmer para ter uma luminosidade ajustável), então, se este é o seu objetivo, é melhor você comprar lâmpadas LED específicas.

Outra situação comum: iluminação direcionável. Neste caso, você precisa de uma lâmpada com ângulo de abertura menor, e não omnidirecional (360º) como a lâmpada fluorescente. A lâmpada LED novamente é a melhor opção.

Uma lâmpada fluorescente de 15W, por exemplo, tem a mesma capacidade de iluminação de uma incandescente de 60W – isto é, pode chegar a uma economia de 75% na conta de luz.

Quase todas as lâmpadas fluorescentes têm capacidade de iluminação omnidirecional (360º), o que é ótimo para iluminar grandes ambientes, e para luminárias e abajures.

Por outro lado, o problema das lâmpadas fluorescentes é a dificuldade de descarte (são produzidas com mercúrio) além de que elas emitem pequenas quantidades de raios UV, prejudiciais à pele e às plantas. 

Já as LEDs são ótimas em relação a consumo energético, durabilidade e baixa emissão de calor. Como principal desvantagem, além do preço, está o fato de que as lâmpadas LED possuem ângulo de abertura menor. Isso pode ser um ponto positivo se você quiser fazer uma iluminação direcionada, mas pode prejudicar se a ideia é iluminar um ambiente amplo.

Por consumirem menos eletricidade que as lâmpadas incandescentes (que já foram proibidas no Brasil) e terem um efeito de iluminação semelhante a elas, as lâmpadas halógenas atuam como uma espécie de substitutas das lâmpadas incandescentes desde a proibição da venda destas lâmpadas no Brasil.

Mas atenção: as lâmpadas halógenas consomem muito mais energia e duram bem menos que as lâmpadas fluorescente e as de LED – então, apesar de serem esteticamente agradáveis, é preciso consumi-las com moderação. O seu comércio já foi inclusive proibido em alguns países – nos da União Europeia, por exemplo. Hoje também é possível encontrar lâmpadas de LED que imitam as incandescentes em seu formato (que eram bonitinhas para a decoração), mas que consomem bem menos energia do que estas consumiam. 

No fim, a decisão é sua!

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Fontes:

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